27 Ago
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Este Lugar na História: Almirante H. T. Mayo

No “This Place in History” estamos em Burlington, a olhar para o Lago Champlain, com o Diretor Executivo da Sociedade Histórica de Vermont, Steve Perkins.

“Estamos no cemitério de Lakeview e vamos falar sobre esta presença desmesudas que o nosso estado de Vermont tinha na Marinha dos Estados Unidos. Vamos falar sobre o Almirante Henry Thomas Mayo, que nasceu aqui em Burlington. Claro que vem de uma longa linhagem de famosos Vermonters que eram almirantes navais. Dewey, já falámos dele antes. Mayo veio um pouco depois de Dewey”, começou Perkins.

“Foi para a Academia Naval e trabalhou nas fileiras até ser comandante-em-chefe das Forças Navais do Atlântico Norte durante a Primeira Guerra Mundial.”

“Outra ligação muito fixe, além de ser filho nativo de Vermont, para Vermont, foi uma das suas primeiras publicações foi no USS Bennington. Acho que muitos grandes fanáticos militares sabem que havia um porta-aviões na Segunda Guerra Mundial chamado USS Bennington. Mas, antes disso, havia uma canhoneira, que na verdade fazia parte da frota do Dewey. Mas quando o Mayo estava lá, aquela canhoneira era um barco de serviços hidrográficos, o que significa que saiu e mapeou as correntes e os fundos do porto para que a Marinha pudesse estabelecer bases. Este tipo ajudou a mapear Pearl Harbor para a transformar na base naval dos EUA que todos conhecemos agora, enquanto ele estava no USS Bennington”, explicou Perkins.

“Passou a trabalhar no Serviço de Farol e trabalhou nos estaleiros navais. Até serviu no México. Acho que muita gente se esquece que pouco antes da Primeira Guerra Mundial, tivemos uma pequena discussão com o México. Houve alguns problemas, o Caso Tampico e Vera Cruz. Ele estava muito envolvido nisso. Ele estava no comando do esquadrão de Vera Cruz durante os nossos problemas com o México em 1914. Foi a partir daí que foi promovido a Vice-Almirante e, em última análise, Almirante da Frota Atlântica.”

“Ele era um grande defensor do trabalho de comboio e da guerra antissubmarino. E ao pensar em como é que os submarinos da Marinha contra os submarinos, tornou-se um grande defensor dos aviões. Acho que a maioria das pessoas sabe que a Marinha americana não esteve muito envolvida na Primeira Guerra Mundial porque viemos mais tarde na Guerra. Mas viu o que aconteceria às marinhas entre a Primeira Guerra Mundial e, em última análise, a Segunda Guerra Mundial.”

“Ele teve a previsão de dizer que eu não acho que os navios de guerra sejam a resposta. Acho que devíamos parar de construir navios de guerra. Temos de construir naves que possam lutar contra submarinos. Então, ele defendeu a construção de cruzadores e contratorpedeiros. Ele disse porque não investigamos esta ideia de lançar aviões fora dos convés dos navios? Isto foi antes de teres mesmo porta-aviões que conhecemos agora. Na altura, defendia isso. Então, era mesmo um homem à frente do seu tempo.

“Ele retirou-se em 1928, muito antes do desenvolvimento da Marinha que lutou na Segunda Guerra Mundial, mas certamente teve um grande impacto no desenvolvimento de uma marinha moderna”, concluiu Perkins.

 

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